RESGATE – FRANCISCO PINTO DA FONTOURA

 

 

 
 


Citando vasta documentação pesquisada, Ivo Caggiani demonstra que não há de se confundir Francisco Pinto da Fontoura (6.2.4) com o poeta dos Farrapos, Francisco Pinto da Fontoura (6.2.4.1). Francisco, o pai, residiu no Alegrete, desconhecendo-se dados sobre sua descendência.

Esta matéria está embasada no folheto comentando o Hino Rio-Grandense, publicado em 1996, pelo Museu da Folha Popular, Santana do Livramento, que leva a assinatura do pesquisador Caggiani, enviado por João Alberto Pereira Andrade, membro do Instituto Brasileiro de Genealogia, um dos atentos e prestimosos parceiros do site Carneiro da Fontoura.

 
   

 

 

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Os sempre reverenciados João Pinto da Fonseca Guimarães e Jorge Godofredo Felizardo, autores do Título Carneiro da Fontoura, edição comemorativa a passagem do segundo Centenário da Fundação do Presídios do Rio Grande de São Pedro, Livraria O Globo, 1937, descrevem Francisco Pinto da Fontoura (página 152) – o Poeta dos Farrapos e autor do hino de 1835 – como sendo o quarto filho do Brigadeiro Antônio Pinto da Fontoura e de Dona Joaquina das Dores. Essa versão era a aceita pela descrição genealógica de Sanfeliz. Entretanto, depois, conhecida a tese de Ivo Caggiani, divulgada pelo citado escrito sobre o Hino Rio-Grandense, fez a devida correção.

O QUE DIZ IVO CAGGIANI

Citando o assentamento de batismo da Igreja Nossa Senhora do Rosário (Rio Pardo, 1793), reafirma a data de nascimento:

  Trata-se do assentamento de batismo de Francisco Pinto da Fontoura, aquele que seia o pai o Poeta dos Farrapos. 

Acrescenta logo a seguir:

“Esse Francisco Pinto da Fontoura teve um filho natural que, na pia batismal, recebeu o mesmo nome do pai, e que nasceu também em Rio Pardo, no ano de 1816. O problema todo se origina porque esse filho natural de Francisco Pinto da Fontoura, não figura na genealogia levantada por João Pinto da Fonseca Guimarães e Jorge Felizardo Furtado.

O assentamento de Batismo desse segundo Francisco Pinto da Fontoura diz” [fac-simile ao lado]:  
Prosseguindo sua argumentação o autor declara:
“Francisco Pinto da Fontoura (filho) casou no ano de 1846, em Alegrete, com Leopoldina Ourique, conforme consta nos assentamentos da Igreja Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nos seguintes termos”:
 
   
  Acrescenta também o assentamento de óbito [ao lado] 
   

Finalmente, o autor além de descrever a descendência de Francisco – o filho – faz menção ao epíteto Chiquinho da Vovó com que também era conhecido, dizendo:

“Por ocasião da bênção do Pavilhão Tricolor e da apresentação do Hino da Nação, no dia 30-04-1939, Francisco Pinto da Fontoura (filho) contava com vinte e dois anos”.

“Sendo filho natural, Francisco Pinto da Fontoura foi criado pela avó paterna Ana Joaquina das Dores, e daí quiçá o apelido de Chiquinho da Vovó, como ficou também conhecido”.

“Sem nenhuma dúvida foi Francisco Pinto da Fontoura (filho), o verdadeiro autor da letra adotada hoje como o HINO OFICIAL do Rio Grande do Sul …”

 

CONCLUSÃO

Além do material acima aduzido, vale mencionar a postila (33 páginas) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, 1976, Antônio T. Corte Real, sob o título: Em Torno da Música do Hino Rio-Grandense.

Nestes termos, a descrição genealógica do site Carneiro da Fontoura passou a acompanhar a tese de Ivo Caggiani, com as devidas retificações, desde a Edição de 1999, sem antes deixar de rememorar o sábio refrão: “Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”.

 

   

Imprimatur

Esses dados, já considerados em 1999 pelo Coordenador desta genealogia, foram avaizados pelo Grupo de Trabalho, passando a fazer parte integrante deste estudo, e divulgados desde a Edição de 2017 mencionadas as fontes das informações.